Home SegurançaPolícia investiga ‘Banco do Pastor’: esquema de pirâmide em igreja de Niterói prometia 10% ao mês

Polícia investiga ‘Banco do Pastor’: esquema de pirâmide em igreja de Niterói prometia 10% ao mês

by Guilherme Salles

Operação apura aplicação fraudulenta de recursos entre fiéis

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou operação para investigar um esquema de pirâmide financeira funcionando dentro de uma igreja evangélica em Niterói. De acordo com a corporação, o grupo prometia rendimentos mensais de 10% aos investidores — uma taxa muito acima das oferecidas pelo mercado financeiro tradicional.

O esquema, batizado como ‘Banco do Pastor’, teria atraído fiéis com promessas de ganhos rápidos e fáceis, explorando a confiança que os membros depositam na instituição religiosa. A investigação aponta que os promotores do plano utilizavam a estrutura da Igreja para captar recursos e recrutar novos participantes, característico de operações em pirâmide.

Como funcionava e quem está na mira

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil ao G1, os investigadores rastrearam movimentações financeiras que indicam transferências entre contas de membros da instituição religiosa. O mecanismo típico desse tipo de fraude envolve o uso de recursos dos novos investidores para pagar os ganhos prometidos aos participantes mais antigos — um ciclo insustentável que inevitavelmente desaba.

A operação busca identificar todos os envolvidos na administração do esquema, desde os idealizadores até os intermediários que ajudaram a recrutar vítimas. Autoridades policiais também investigam quanto foi captado ilegalmente e quantas pessoas foram prejudicadas.

Repercussão e orientações

Casos de fraudes financeiras envolvendo instituições religiosas repetem-se no Rio e no país. A abordagem por meio de promessas de retorno garantido em ambientes de fé costuma potencializar o número de vítimas, já que reduz naturalmente a desconfiança. Autoridades alertam fiéis a desconfiar de ofertas de rentabilidade acima do mercado, especialmente quando feitas informalmente dentro de comunidades religiosas.

Se você participou de esquemas semelhantes ou tem informações sobre aplicações fraudulentas, procure a Delegacia de Crimes contra o Consumidor (Decon) ou denuncie pelo Disque-Denúncia (2253-1177).

Fonte

Matéria publicada no G1.

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