A Polícia Civil descobriu uma estrutura de mineração de criptomoedas instalada em uma área dominada pelo Comando Vermelho, no Complexo do Lins, na zona norte do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo G1, que não detalhou a data exata da ação nem o número de equipamentos apreendidos no local.
Segundo o G1, o esquema funcionava como uma verdadeira ‘fazenda’ de mineração — termo usado para designar galpões ou espaços com dezenas de computadores dedicados a processar transações de moedas digitais, como o bitcoin. A atividade, embora legal em si, tem sido associada em diversos pontos do país ao financiamento de organizações criminosas, que usam a energia elétrica desviada ou subsidiada e a estrutura das comunidades para lucrar com a mineração sem levantar suspeitas imediatas.
O Complexo do Lins é uma das áreas do Rio historicamente sob domínio do Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do estado. A reportagem do G1 não trouxe declarações de autoridades policiais sobre a operação, tampouco informou se houve prisões relacionadas à descoberta.
Casos como esse têm se tornado mais frequentes em diferentes regiões do país, à medida que facções buscam novas formas de gerar renda além do tráfico tradicional. A exploração de criptomoedas, por exigir grande consumo de energia e pouca fiscalização em certas áreas, tem se mostrado atrativa para esse tipo de operação irregular.
Fica o registro de mais um capítulo na complexa relação entre tecnologia, crime organizado e território urbano — um tema que, cada vez mais, ultrapassa os limites do que se imaginava como crime convencional.
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